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 Moeda local solidária

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MensagemAssunto: Moeda local solidária   Dom Dez 11, 2011 9:17 am



Dra. Heloisa Primavera
Socióloga - Bióloga - Economista






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<tr>

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Cooperação (en portugués)

Prefeitura de Porto Alegre promove seminário sobre Economia Solidária.

possível descobrir a abundância, onde hoje só vemos a escassez. A
Economia Solidária trabalha com um novo movimento cooperativo que
promove a reformulação da economia voltada para os setores populares,
onde a escassez de dinheiro pode ser compensada pelo uso das moedas
sociais". A afirmação é da socióloga argentina e doutoranda em Economia,
Heloísa Primavera, que coordenou o Seminário Economia Popular
Solidária: o desafio da construção de redes de trocas e moedas sociais,
realizado sexta-feira, 14, e sábado, 15, pela Secretaria Municipal de
Produção, Indústria e Comércio (SMIC), Deparamento Municipal de
Habitação (Demab) e as organizações não-governamentais Planta Sonhos e
Amencar. O encontro foi no Auditório da Prefeitura de Porto Alegre, no
Paço dos Açorianos.

Heloísa, que coordena a Rede Latino Americana de Socioeconomia Solidária
(Redlases), expôs experiências da Argentina e América Latina e
coordenou oficinas com os participantes, a maioria representantes das
mais de 30 iniciativas de Economia Solidária desenvolvidas no Rio Grande
do Sul desde 1999.O objetivo do encontro foi a troca de conhecimentos
entre iniciativas brasileiras e argentinas envolvendo clubes de trocas e
moedas sociais no âmbito da Economia Solidária.

Economia Solidária é uma alternativa econômica e social baseada na
solidariedade e no trabalho. É dirigida às pessoas desempregadas, às que
buscam construir modelos alternativos de renda e a universidades e ONG,
que pesquisam caminhos para a economia sob o formato de cooperativas e
microempresas solidárias. Os integrantes do processo de Economia
Solidária são apoiados pelo Poder Público, por meio de políticas de
geração de trabalho e renda, que baseiam suas ações na cooperação e na
inclusão social.

Nestas organizações produtivas a solidariedade entre os integrantes é
estimulada mediante a prática da auto-gestão, uma forma de trabalho
coletivo e cooperativo, onde os trabalhadores são proprietários do
empreendimento, desde a produção até a circulação de produtos e
serviços.

Trocas

Heloísa Primavera explica que grupos de troca são formados e, por meio
deles, as pessoas se reúnem com a intenção de trocar seus serviços ou
bens utilizando instrumentos de intercâmbio como bônus, vales e moeda
social. "Esta última substitui nas comunidades o dinheiro formal,
permitindo a criação de um novo mercado, onde produtores e consumidores
satisfazem mutuamente suas necessidades sem o uso do dinheiro",
destacou.

Heloísa apresentou aos participantes do Seminário, a situação das redes
de troca na Argentina, onde, desde 1996, são desenvolvidas açoes em
Economia Solidária. "Entre 2000 e 2002 as redes da Argentina foram
integradas por cerca de seis milhões de pessoas", salientou.

São variadas as trocas estabelecidas pelos integrantes destes grupos,
ressaltou Heloísa. "Os produtos e serviços intercambiados por estas
redes incluíram também a troca de conhecimentos, ou seja, um professor
ministra aulas pariculares em troca de alguma mercadoria ou outro
serviço, como o conserto de uma torneira, por exemplo".

A socióloga lembra que o Brasil, onde a primeira experiência em Economia
Solidária data de 1998, na cidade de São Paulo é um dos pioneiros do
movimento no mundo." O Brasil tem uma das maiores redes de Economia
Solidária do mundo; estão cadastrados na Redlases 811 empreendimentos,
mas sabemos de muitas iniciativas que ainda não estão computadas na
lista dos integrantes da Redlases", avaliou.

Na tarde de ontem, 15, Heloísa expôs o "Projeto Colibri", iniciado na
Argentina em junho de 2003, para exemplificar as fases de execução de
ações na área da Economia Solidária. O objetivo do programa foi a
geraçào de renda para comunidades pobres, em meio à crise econômica
daquele país.

O projeto começou nas regiões de Mendonça e Corrientes, onde
primeiramente foram viabilizados financiamentos na área de
micro-créditos. Posteriormente ocorre a produção de bens por estes
grupos, aparecendo neste momento a moeda social para as trocas.
Juntamente com apoio do Estado e sociedade civil se dá o processo de
cogestão.

Redlases

A cordenadora da Redlases afirmou que a organização conseguiu
financiamento para a formação, nos próximos três anos, de 1.500
promotores de desenvolvimento local em toda a América Latina. "O desafio
das organizações de Economia Solidária do RS será de formar em três
anos 500 multiplicadores da idéia dos grupos de troca e uso de moeda
social", enfatizou. "Tais agentes serão também monitores dos projetos
criados até o momento que se forme um grupo promotor do desenvolvimento
econômico sustentável nas cidades", afirmou Heloísa.

Interessados em mais informações sobre Economia Solidária na America Latina podem acessar os dados por meio da página www.redesolidaria.com.br
ou www.redlases.org.ar; na Smic (Supervisão de Economia Popular),
telefone 3289-1774 e na ONG Amencar, de São Leopoldo, telefone
51-588-2222.







</td>
</tr>
</table>













Dra. Heloisa Primavera



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info@heloisaprimavera.com.ar

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