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 mensagem Natal 2008

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MensagemAssunto: mensagem Natal 2008   Dom Jun 06, 2010 9:18 pm





Mensagem de Natal de S.A.R. Dom Rosário,
XXII Duque de Bragança

– 25 de Dezembro de 2008 –


Portugueses e portuguesas!

Nesta sagrada noite de Natal pretendo fazer chegar até vós uma palavra de fé e de esperança para um futuro próximo melhor. No entanto, e pelo enorme respeito e amizade que vos tenho, entendi que devia começar por apresentar uma reflexão sobre os duros tempos que se avizinham de todos nós (e que, muitos, infelizmente, já vivenciam nas suas próprias vidas). É chegada a hora de alguém vos falar com toda a verdade, e sem meias palavras, da dura realidade que teremos – juntos – de enfrentar a partir de meados do próximo ano.
Em primeiro lugar, desejo que saibais que tudo o que está a acontecer (e virá ainda muito pior) se deve ao fim do paradigma económico que tem governado o Mundo – desde o chamado capitalismo selvagem, fundado numa economia de guerra e pela dependência energética do petróleo. Agravado com a tentativa da globalização que, a bem dizer, não é senão a nova forma de escravatura social e económica de toda a Humanidade, este paradigma submeteu-nos, no geral, a uma dúzia ou dúzia e meia de multinacionais e banqueiros que se souberam aproveitar das diversas conjunturas de crise. Estas mesmas multinacionais controlam a nossa alimentação introduzindo pesticidas e organismos geneticamente modificados que nos destroem, a pouco e pouco, a saúde. Estas multinacionais têm vindo a abafar ao longo de décadas as soluções energéticas não poluentes (como o hidrogénio ou os motores magnéticos), permitindo que o planeta prossiga no seu ritmo acelerado de auto-destruição, poluído, e provocando alterações climáticas e a libertação de toxinas mortais na cadeia alimentar. Reparai que, mais tarde, são também estas mesmas multinacionais que nos vendem os produtos que iremos necessitar para nos tratarmos das doenças que aparecem. Tal como os vampiros, pode dizer-se, elas vivem do nosso sangue, do nosso suor e das nossas lágrimas!
Em segundo lugar, gostaria de vos invocar a questão do estímulo ao consumismo que tem feito com que sociedades inteiras tenham ficado verdadeiras reféns da banca. Perguntai a vós mesmos se a vossa casa é mesmo vossa? E se o vosso carro, ou outro meio de transporte, é mesmo vosso? Ou será tudo, afinal, pertença da banca?
Vede que os próprios governos, por causa dos empréstimos – quer nacionais, quer das autarquias – estão agora, mais do que nunca, reféns do sector bancário. Repare-se também que, num momento em que a banca apresenta lucros escandalosos, as famílias passam por gravíssimas necessidades (já para não dizer fome, porque esta é a dura realidade). Os governos, ao invés de ajudarem os pobres e os pequenos empresários, preferem dar dinheiro à banca para que esta o empreste a conta gotas aos inúmeros aflitos que, inocentemente, terão de apertar ainda mais o laço que os asfixia. Na verdade, todas as medidas que vemos os actuais governos lançarem mão para relançamento da economia, serão alvo de fracasso. Isso deve-se à simples razão de que a economia funciona segundo um padrão biológico e um esquema bastante semelhante a uma pirâmide alimentar (em cuja base está o povo trabalhador e produtor).
A economia é como um corpo: o dinheiro está para a economia como o sangue está para um corpo, ele não apenas tem de percorrer todos os principais órgãos, como ir até à mais ínfima das células e só através desse fluxo dinâmico de circulação financeira se poderá manter uma economia viva.
Ora acontece que não só os muito ricos, como também os medianamente ricos começaram de há uns tempos a esta parte a fazer retenção de dinheiro e a não investir. Nos países ocidentais, onde Portugal se insere, um dos principais motivos se deve às escandalosas cargas fiscais, à concorrência desleal dos produtos asiáticos e a muitos maus exemplos de esbanjamento de dinheiros públicos e obras faraónicas que os governantes permitem, e mesmo incentivam, para satisfação de lobbies em detrimento das reais necessidades dos cidadãos.
Ao não haver investimento, o dinheiro não circula; logo, este não gera mais valias.
Os cidadãos que formam a base desta pirâmide e que vivem com baixos rendimentos, recorrem a expedientes de trabalho complementar (numa economia paralela) para poderem manter o seu nível de vida e manter ainda os seus empréstimos com a banca, para pagar os seus impostos, etc. A partir do momento em que legislações (ditadas pelas grandes multinacionais) completamente deslocadas da realidade económica e social se impuseram através de politicas de intimidação, exterminando essa economia paralela e não incentivando a economia normal através de uma baixa drástica da carga fiscal e de leis facilitadoras que permitissem aos agentes estimulo para investir e trabalhar, os políticos secaram a fonte.
Se na base da pirâmide está o povo que é quem tudo produz e onde toda a riqueza real é gerada (a outra é especulativa), é fácil perceber que destruindo as parcas economias das massas trabalhadoras a pirâmide económica e social inteira se desmorona: é o comerciante que deixa de vender porque o povo não pode comprar, é a fabrica que deixa de produzir porque o comerciante não compra, é a fábrica que tem de fechar porque os produtos não saem, e são os trabalhadores que são despedidos e ficam sem dinheiro e acabam por alimentar mais este ciclo infernal de destruição da economia.
Os despedimentos geram dependência estatal, subsidio-dependência e perda de receitas. É este o inferno em que os actuais governantes nos colocaram cujo final será a destruição da civilização tal como a conhecemos hoje. Porque o inferno vai sucumbir a si próprio para dar origem a um novo paradigma económico e social, onde os jovens – ao contrário de hoje – se podem rever e viver a esperança da verdadeira vida e do futuro.
A destruição da estrutura económica antecedida pela destruição da agricultura e pescas nacionais subjugadas aos ditames dos lobbies de Bruxelas terão apenas como resultado a fome e a miséria que já estão à porta de muitas famílias portuguesas – algumas, até agora, de classe média-alta que se confrontam agora com falta de liquidez, falências, dívidas à banca, etc.
Tudo isto poderia ser minimizado se houvesse a possibilidade de se mostrarem outros caminhos, os caminhos duros mas de plena verdade e de realidade aos portugueses, os caminhos de auxílio e solidariedade.
Lembrai-vos que muito gostaria de vos poder ajudar mais e de estar aí ao vosso lado a sofrer e a lutar ombro a ombro como irmãos. No entanto, eu continuo refém de uma situação vergonhosa de tentativa de assassinato político, pessoal e familiar executada a partir do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que se tem arrastado com o silêncio e conivência do próprio Ministro. Porém, garanto-vos de que não deixarei nunca de fazer a minha parte, na medida das minhas actuais possibilidades, e o que vos posso também garantir é que estamos a trabalhar seriamente e muito em breve será colocado à vossa disposição, via on-line, um plano de contingência onde ensinaremos um conjunto de medidas para minimizar a crise geral e à qual possamos todos sobreviver.

A todos vós, portugueses e portuguesas, faço votos que tenhais um Bom e Santo Natal e sabei que estou sempre convosco na oração para que nos seja concedido, e permitido, um futuro cada vez melhor. Por vós e sempre convosco,

Viva Portugal!

S.A.R. Dom Rosário, o Príncipe Real de Portugal e Duque de Bragança
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