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 Mensagem Ano Novo 2010

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MensagemAssunto: Mensagem Ano Novo 2010   Dom Jun 06, 2010 9:24 pm

Mensagem de Ano Novo de S.A.R. Dom Rosário
| Casa Real de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança |



Portugueses e Portuguesas!
Hoje, dia de Santa Maria, Mãe de Deus, a nossa Augustíssima e Eterna Rainha de Portugal, damos início a este novo ano repletos de incertezas e sem saber como vai ser o nosso dia de amanhã.

Na verdade, pode dizer-se que a vida dos portugueses tem-se degradado de dia para dia: tanto na economia, como na segurança, saúde…

Durante as últimas semanas de 2009, assistimos a uma degradação das intervenções dos diversos actores políticos, apenas preocupados em estratégias de manutenção e expansão do poder (numa deplorável exibição e feira de vaidades, na qual faltaram estratégias e soluções efectivas que ajudassem Portugal a sair da crise e a salvarem-se milhares e milhares de portugueses da derrocada final).

A situação é grave e esta hora deve ser, para todos vós, a de uma profunda reflexão!


Vede: os políticos actuais, condicionados pelos calendários eleitorais demonstram-se incapazes de resolver os problemas – cada vez mais agravados – da sociedade portuguesa, e, não tenhamos dúvidas, eles próprios constituem parte do problema, já para não dizer que, na maioria dos casos, são eles mesmos a causa dos problemas e, consequentemente, da crise instalada.

Basta ver a teimosia com que insistem em erros como, por exemplo, os de certas obras faraónicas cujos custos irão sacrificar inúmeras gerações e empobrecer cada vez mais o nosso País; ver os desperdícios financeiros, as negociatas tantas vezes denunciadas pelo Tribunal de Contas sem que haja quaisquer chamadas de responsabilidade; observar o facto de eles estarem (ou se acharem) acima das leis, quer seja a fumar onde não devem, ou a andar nas estradas a velocidades proibidas, sem cumprir as leis que eles próprios ditaram, por exemplo, sobre a condução da administração pública. etc. etc.


Vede o que os políticos portugueses fizeram ao mundo rural que, no espaço de dez anos, entre os anos 80 e 90, perdeu 33% de agricultores e 46% de área cultivada. As próximas estatísticas revelarão, por certo, uma situação ainda mais dramática, porque quanto menos se cultivam os campos, tanto mais dependentes ficamos dos alimentos importados (com os riscos a isso inerentes) e do aumento desenfreado da nossa dívida externa.

Numa frase: o que os políticos têm feito ao sector agrícola é um atentado contra a sobrevivência do próprio Estado!


Vede o que está a acontecer na economia onde os tecidos industriais e empresariais portugueses têm sido dizimados, e até preteridos pelos políticos para favorecerem empresas estrangeiras, as quais, depois de terem sido beneficiadas com facilidades e com fundos financeiros, estão agora a reunir stocks (numa espécie de melhoras da morte) preparando-se para abandonar o nosso País deixando milhares e milhares de pessoas desempregadas.


As pequenas e médias empresas, das quais tanto falaram durante as eleições, estão a desaparecer a um ritmo alucinante, porque os pequenos empresários que ainda estão em tempo de agir, estão a fechar portas de forma a travarem o verdadeiro assalto persecutório que tem sido feito nos últimos anos às suas finanças, ao seu trabalho e ao seu bem estar, ao seu património, e tudo por parte de um Estado que se diz democrático, mas que apenas confisca o esforço dos cidadãos que trabalham, sem grandes contrapartidas na justiça, na saúde, na educação, etc.

Um estado cujos agentes políticos e administrativos esbanjam o dinheiro que custa o suor e a vida dos trabalhadores e empresários de forma exuberantemente escandalosa.


As pessoas estão a dizer basta! Estão a fechar empresas para salvaguardarem algum património pessoal acumulado ao longo dos anos, aqueles que ainda o podem fazer, visto que muitos dos que se deixaram ir na conversa dos políticos foram trucidados tendo já as suas vidas destruídas e o património de anos de trabalho arruinado.


O povo português está a voltar à enxada, à apanha da azeitona e ao cultivo da terra, tudo numa tentativa de melhorar alguns rendimentos e sobreviver à rapina dos políticos.


O sector bancário está num verdadeiro caos, embora mantendo falsas aparências de solidez através de um esquema ardiloso de empréstimos que os bancos fazem uns aos outros com garantias de títulos num verdadeiro exercício de malabarismo contabilístico, mas onde, na realidade, falta a liquidez!


Não me alongarei mais sobre as nuvens negras que pairam sobre Portugal, pois elas estão diante dos olhos de todos!


Qual é, afinal, a solução para uma tão grave crise económica e social?

Em primeiro lugar deveria ser feita uma profunda reflexão onde todos pudessem chegar à conclusão que a Era do Petróleo deve terminar o mais rápido possível e avançar-se, o quanto antes, para uma Era de Sustento Regenerativo, isto é, o nascer de uma nova sociedade que, aproveitando o impulso que a energia e os derivados do petróleo proporcionaram para a criação de novos materiais e tecnologias, possam agora usar esses conhecimentos para a produção de fontes de energia limpa e auto-sustentáveis.

Juntos temos de avançar, sem mais delongas, para a autonomia energética do País, aproveitando os enormes potenciais eólicos, a energia solar e a energia das marés. Mas, acima de tudo, o oxi-hidrogénio!

O Governo já teve conhecimento de inventores portugueses que desenvolveram equipamentos – pequenos reactores que, colocados em qualquer tipo de viatura e usando o excesso de electricidade produzida pelo alternador, permitem gerar a partir da água uma mistura de oxigénio e hidrogénio que enriquece a mistura de combustível (Gasolina, Gasóleo e GPL) levando a poupanças que podem atingir os 40%, mas, mais importante do que isso tudo, eliminando inclusive a emissão de gases poluentes para a atmosfera).

O sistema foi apresentado ao anterior Governo que se remeteu ao silêncio! É uma vergonha, uma verdadeira traição a todo o povo português que continua a perder milhões em divisas para a compra de petróleo, quando se poderia estar no caminho de ganhar milhões na venda de tecnologia e na poupança da saída de divisas.


A ideia deste sustento regenerativo deverá estender-se aos diversos patamares da sociedade, pois ela não só implica a energia, mas implica também uma profunda alteração do sistema actual de ensino que está voltado para a super-especialização e, por isso, para o suicídio social e profissional.

No mundo actual as pessoas devem deter múltiplos conhecimentos que lhes permitam adaptabilidade. As circunstâncias mudam, e, a cada instante, é preciso estar preparado para fazer a adaptação. Já não existem perspectivas de emprego a longo prazo como no tempo dos nossos pais que começavam a trabalhar numa empresa e se reformavam ao fim de 30 anos a fazer sempre o mesmo e no mesmo local.

O trabalhador de hoje pode não garantir o seu emprego no amanhã, nem ter a possibilidade de encontrar um trabalho equivalente. Por isso, a nossa escola tem de dar bases que permitam a adaptabilidade em qualquer estágio da vida.


O sustento regenerativo implica uma maior adaptabilidade às circunstâncias, mas também um bom aproveitamento dos recursos humanos, físicos e ambientais.

Na agricultura, isso implica o estudo e o desenvolvimento de novas culturas que permitam aos agricultores obter elevados rendimentos com inteligência.

Por exemplo, Portugal tem condições climatéricas para o cultivo de árvores de Teca, nos mesmos terrenos onde se dão os prejudiciais eucaliptos. Ora a Teca custa actualmente 1300 euros o m3, contra 25 euros m3 de Eucalipto. Por exemplo, a Acácia Espinhosa que se dá em qualquer lado e que por ser uma leguminosa, além do elevado rendimento em madeira que vale cerca de 300 euros m3, permite a recuperação e fixação de azoto nos solos e as suas vagens são excelente fonte de forragem para gado, e as flores pasto de abelhas para a produção de mel.

Poderíamos falar nos cactos conhecidos como Figueiras da Índia, cuja produção de folhas que pode ser feita nos piores terrenos onde mais nada cresce, por um único hectare dá para suprimir a ração a 70% de 80 vacas durante um ano. Os frutos deste cacto, além de comestíveis, podem produzir um óleo usado na cosmética cujo valor atinge 1300 euros por litro.

Podemos pensar em produzir inúmeras frutas tropicais, como bananas, ananases, maracujás, etc. no Alentejo e Algarve, obtendo frutas de melhor qualidade com uma maturação mais tardia do que as frutas vindas dos países tropicais e que apenas amadurecem com recurso a químicos durante as viagens, obtendo, dessa forma, mais valias para o País, quer na poupança de saída de divisas, quer na entrada via exportação de fruta até com certificação biológica para os nossos parceiros europeus.

O investimento na agricultura e silvicultura tem também forte impacto na redução do dióxido de carbono presente na atmosfera. É, pois, um imperativo nacional a recuperação e gestão das áreas florestais como factor gerador de riqueza e como método anti-poluente.

Temos de olhar os recursos do mar e acabar com os arrastões, usando apenas a pesca tradicional. Não podemos permitir que se deite ao mar peixe quando há pessoas a passar fome. Temos de olhar para as algas como fonte rica de nutrientes e complemento alimentar.

Na economia, os políticos tem cometido erros sobre erros, desde os anos 80 as diferentes reformas fiscais cujo objectivo visavam o controlo absoluto da economia, com alterações que não param e que vamos ter mais más novidades já em Janeiro.

No entanto, a economia funciona como um ser vivo que reage e se adapta para fugir ao controlo, principalmente ao controlo absoluto que visa a confiscação de todas as mais valias geradas pelos agentes económicos.

Se não consegue fugir é porque a trela está curta e a estrangula… e os resultados estão à vista de todos! Empresas a fechar, maior desemprego, falta de investimento…

Portugal apenas poderá sobreviver com políticos que saibam olhar para os recursos e potencialidades do seu País, e que saibam orientar o povo no sentido da auto-sustentabilidade, da poupança e aproveitamento de recursos, que saibam orientar o Povo na direcção das soluções que permitam a saída da crise. Em resumo, políticos competentes, honestos e com visão estratégica de médio e longo prazo.

Esse é o meu, e creio ser o vosso, mais profundo e gratificante desejo!

A aceitação da responsabilidade da chefia da Casa Real Portuguesa em 1987 por abdicação da Princesa Real D. Maria Pia de Bragança, filha do Rei D. Carlos I, obriga-me a uma disponibilidade permanente para acudir às solicitações do Povo Português.


Estou certo de que o Governo, atento às necessidades dos portugueses, dará a devida atenção às nossas preocupações e criará as condições de liberdade de acção politica que me permitam enquanto Chefe da Casa Real Portuguesa estar mais perto de Portugal e dos portugueses, nesta hora de dificuldades.

A todos vós desejo um Feliz e Próspero Ano de 2010!

Dom Rosário, o Príncipe Real de Portugal e Duque de Bragança
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